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Patricia (Patricia Martins)

Localidade: Cacém
Data nascimento: 1983-03-12

Assim começou tudo...Apaixonei-me...
Passado algum tempo eu e o Miguel, o meu companheiro decidimos viver juntos. Compramos casa e iniciámos a nossa vida a dois.Algum tempo depois decidimos aumentar o agregado familiar...quisemos um bébé...e eu fiquei grávida...
Andava muito contente com a gravidez, cheia de planos e de sonhos, até que uma ecografia de rotina me levou a uma depressão profunda...Tinha perdido o meu bébé...um aborto retido.
O meu companheiro esteve sempre presente na minha dor e tristeza.
Lembrou-se um dia, ao ver-me assim tão deprimida que eu precisava de companhia...Telefonou para a União Zoófila, procurando um gato pequenino para me oferecer.
No dia que combinou para ir buscar o gatinho, eu achei estranho ele querer sair de casa sózinho, todo cheio de segredos e obriguei-o a levar-me com ele para onde quer que ele fosse...
E fui...ainda bem que fui...quando me vi perto dos grandes portões da UZ, vieram-me lágrimas aos olhos...o que ia lá fazer...?
Adoptar um cão...um gato...?
Entramos por aqueles portões e fomos seguindo por aquelas "ruas" estreitas, atafulhadas de canis e casotas...olhos tristes, narizes fofos nos viam a desfilar por aqueles caminhos estreitos...Não conseguia contar o numero de cães que nos olhavam...até que chegamos aos gatis...Eram muitos os miaus que nos recebiam curiosos.
O Miguel foi falar com a Sra. com quem tinha falado ao telefone, que depressa se encarregou de tirar um gatinho pequenino branco de olhos grandes e azuís , arraçado de siamês, de uma gaiola.
Vi-o e apaixonei-me...era o meu novo bébé...um gatinho só para mim...
Mas depois olhei para a gaiola de onde ele tinha sido retirado e vi uma pulguinha malhada...uma gatinha ainda mais pequenina do que ele, parecia um ratinho e fiquei extasiada...eu não queria aquele gato...queria os dois, até porque eram irmãos.
Depois de pressionar um pouco o meu companheiro, e também porque ele me viu como já não via há algum tempo, tão feliz...sucumbiu e aceitou que trouxesse os dois gatos para casa.
Foi uma adoção muito compensadora. A Íris e o Tobias são como dois filhos...trato-os como crianças autênticas...são as minhas crianças.
Preencheram um bom bocado do vazio que me consumia a alegria.
São a minha companhia de todos os momentos;eles e o meu companheiro,claro está, são a minha vida e por eles só não faço o impossível...
Foi assim que me tornei numa completa dependente de gatos.
Sempre gostei muito e lidei muito com bichos, especialmente com gatos porque tinha, em pequena, uma vizinha que enchia a casa de gatos abandonados e eu sempre que podia refugiava-me em sua casa e perdia-me em brincadeiras com eles.
Mas, sem sombra de dúvidas, desde que adoptei os meus dois bichanos que ainda me tornei maior amante destes pequenos felinos.
Sempre que me aparece, na rua, um gato pela frente, o primeiro impulso que tenho é querer voltar para casa e trazê-lo.
O meu companheiro é que me traz de volta á realidade e me chama á razão...infelizmente não posso adoptar todos os bichos abandonados.
Antes poucos e bem tratados, que muitos mas sem condições para cuidar bem deles.
Apenas uma vez me deixou trazer um gato já adulto para casa, na condição de não ser permanente, apenas até encontrar um dono para ele.
E assim, o Piruças,ficou quase um ano em nossa casa.
Tive muita pena quando os novos donos o vieram buscar, estava já tão habituada aos longos ronrons dele...os meus pimpolhos também sentiram muito a falta dele. Contudo sabemos que está bem, e de vez em quando vamos vê-lo a sua casa:)
Espero sinceramente que todos os gatos deste mundo,e todos os outros bichos, tenham também a hipotese de ganhar um bom lar onde nada lhes falte,porque merecem,também tem muito para dar aos humanos.

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