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Artigos  » Crónicas

Um dia na Mansão Martins

A Finha continua com a sua figura de top-model irresistível, e a preparar-se para a passagem de gatokinis Primavera-Verão 2003...

O quisto que apareceu no pescoço em Setembro está ultrapassado, resta uma pequena cicatriz que ela disfarça com a sua bela gola de pelo preto, já um bocadinho quente para a estação.

O Panthy, quase, quase, a completar 2 anos e ainda com bolinhas. A última discussão lá em casa foi sobre as bolinhas do Panthy e o "tira, não tira". O meu pai foi veementemente contra - vá-se lá saber porquê... Cedi. Afinal não era assim tão importante, ele não marca território, já para não falar daquelas cenas estranhas entre ele e o Rodrigo...Só eu mesma para ter um gato gay. Hoje, surpresa das surpresas, vi-o insistentemente a cheirar a Finha.

Hum...suspeito...a cena durou até ela se virar e lhe dar uma bofetada. Claro, gata de respeito não se deixa cheirar assim de qualquer maneira, ainda por cima por um pirralho! Quase com 7 anos, enxuta, bem conservada, ora o fedelho! "Que atrevimento" - deve ter pensado ela.

Coral, a eterna bébézona. Escada acima, escada abaixo, para onde vamos, ela vai também. Não quer estar sózinha. Entro no meu quarto, saltam-me à vista duas revistas numa estante. Número 1 e 2. Folheio a primeira, ela deita-se no tapete a meus pés. Os outros andam na vida deles.

Ouço um berreiro felino. Rodrigo! Será ele? O Panty está no quintal, indefeso. Corro, ela pula do tapete e segue-me. No quintal o Panthy aguarda tranquilo esticado ao sol. O Rodrigo, pois era ele, vem corrido da vizinha do lado. Não gosta dos gatos dela e diverte-se a persegui-los casa adentro. Ralho com ele. Não adianta, sei que não me liga nenhuma... Ouço a Finha na porta da cozinha, ele fica encantado de olhos fixos nela. Paixão antiga. Foi assim que o vi a primeira vez, a correr atrás dela, e ela a escapar-lhe das patas como a areia da praia nos foge dos dedos.

Ela vira costas e vai-se embora. Ele fica ainda a olhar como que hipnotizado. Sem chance. Ela nunca lhe ligou nenhuma, não sei porque é que ele insiste... Tenho a certeza que já fez a corte a outras gatas, vi-o várias vezes a olhar para a Coral com "olhinhos de carneiro mal morto", mas a Finha é a Finha. Será porque ela não lhe liga? Tenho de experimentar a técnica, às vezes aprendem-se umas coisas com os bichanos...

Vou buscar comida para ele. Peixinho. Devora-o. Enquanto come faço-lhe festas, que ele agora já recebe sem medo. A primeira vez que consegui tocar-lhe parecia que se estava a arrepiar. Contraía todos os bocadinhos de pêlo onde eu passava os dedos. Depois explicaram-me, que, quando um gato nunca levou festas tem normalmente essa reacção. Agora o que ele faz é deitar-se no chão, rebolar para um lado - festas, rebolar para o outro - festas. Tudo muito bem distribuidinho pelo corpanzil musculado de viril gato de rua.



CMar (23/03/03)

- Mastah (Paulo Azevedo) [ Europe/Lisbon ] 2003/08/27 12:50

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